LETRINHAS DO RDB

Reportagem sem palavras - Roberto Dias Borba

  • - ROBERTO DIAS BORBA Joinvilense - jornalista. Filho de João Sotero Dias de Borba e Veronica Ida Borba. Casado com Vilma Ramos Borba. Pai de Ubiratan, Paulo César e Rubens. Nasci, me criei e conheci o esporte no bairro Glória - em Joinville. Três minutos, três gols era o lema do Leão do Alto da rua 15 - o Glória de tanta tradição, história e craques da bola. A minha trajetória na imprensa começou oficialmente em agosto de 1975, no extinto Jornal de Joinville. O maior período de atuação, mesmo distribuído em duas oportunidades, foi em A Notícia, por exatos 24 anos e oito meses. O

A busca por uma vaga na redação do Jornal de Joinville me levou até o casarão da avenida Procópio Gomes, 848, na manhã daquele sábado, 2 de agosto de 1975. Trouxe os recortes do concorrente (A Notícia) com as crônicas que me deram fôlego nesta empreitada. Para Toninho Neves, o chefe de redação, aquilo não passava de poesias. Mesmo assim, ele aceitou que fizesse um teste e seria na prática.

A pauta sugerida pelo chefe era entrevistar um representante de cada um dos dois partidos da época. Pela Arena, deveria ouvir Nagib Zattar. Enquanto do lado do MDB seria Aderbal Tavares Lopes. O assunto: repercutir o pronunciamento da noite anterior feito em rede nacional de televisão pelo presidente Ernesto Geisel.

Saí da redação tremendo como uma vara verde. Ao meu lado, o fotógrafo Beto Frutuoso me passava algumas instruções e uma dose de otimismo. Nagib estava em seu escritório, na Adinco Turismo, na época na rua Jerônimo Coelho. Enquanto Aderbal, funcionário da Transtusa, acabara de chegar em sua sala, na frente da garagem de ônibus, que funcionava na rua João Colin, esquina com rua General Osório.

Foram duas investidas, em todas bem recebidos, tomamos cafezinhos, e nada de algum posicionamento. A desculpa de ambos: não tinham ouvido o pronunciamento do presidente e, por isso, não poderiam opinar, enquanto eu voltaria sem o que escrever. Sendo assim, o teste ficaria suspenso. Não foi bem assim. Foi quando Toninho me pediu para redigir uma nota sobre uma festa de igreja. A recomendação: nada de palavras difíceis, apenas o suficiente para o leitor entender. Com o texto entregue, recebi a recomendação para voltar na segunda-feira. Dali pra frente vieram muitas entrevistas.

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Esta é uma das crônicas que fazem parte de uma futura publicação, que terá o nome de "Glória´s do Menino Jornalista", uma coletânea de textos em que relato fatos marcantes de minha vida e a trajetória no jornalismo joinvilense e catarinense. Apoiadores e patrocinadores são bem vindos. Aguardo seu contato para prestar mais detalhes.

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